Naquele tempo a autoridade não se discutia. Era Deus no céu e Salazar em Lisboa. O Presidente da Câmara era um Doutor rico e importante (jà o pai dele tinha sido) que estava lá por ser amigo dos dois anteriores e cuja missão era só zelar pelo seu respeito. Em Brunhoso havia um Presidente da Junta que administrava sem reclamações, embora as calçadas das ruas estivessem cada vez mais esburacadas, os caminhos da ladeira eram carreiros, não havia saneamento, nem electividade, água havia nas bicas e nas fontes. Os indígenas nunca tinham conhecido melhor ou já não se lembravam e as autoridades distantes e omnipotentes não admitiam protestos. Havia um regedor que tal como o Presidente da Junta nada fazia, pois as pessoas eram pacificas e resolviam os pequenos choques e divergências entre eles, por vezes à lambada e ao pontapé. O padre Zé era a autoridade religiosa e a única que mostrava algum serviço. Fazia os baptizados, casamentos e funerais sem cobrar nada por isso. Era um homem bom, rico, teimoso e virtuoso, vivia rodeado de 3 ou 4 mulheres e nunca se lhe conheceu filho algum. Rezava as missas, a que era obrigatório assistir aos domingos, sob pena de pecado mortal, ou de se ser apelidado de protestante ou comunista, o que para o povo eram a mesma coisa. Homens à frente mulheres atrás, todos cumpriam a sua obrigação, com mais devoção as mulheres pois habitualmente só elas comungavam ( as mulheres foram sempre mais pecadoras). O padre Zé além de dar o dinheiro dos responsos aos rapazes que o ajudavam à missa, dava cigarros a muitos homens, a alguns passou-lhes o vício (era no tempo em que o tabaco não fazia mal às pessoas). A autoridade máxima dos garotos era a professora, imponente,competente e altiva, ensinou-lhes a matemática, a gramática, a geografia e as vénias do zalazarismo. Brunhoso vivia em paz, miséria (quase todos) e harmonia, pelo menos desde à 500 anos atrás, pois que conste as Invasões Francesas não passaram por lá. Até ao Entrudo! A procissão ainda vai no adro e o Jacob leva o estandarte maior!
Texto escrito por Zamit no Fórum da página web Brunhoso.
Fotografia tirada no dia 25-12-2007, numa casa antiga na Malhada.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Brunhoso à luz da candeia
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Viva a vida

Gritarei louvor à vida em melodia,
Hão-de ouvir-me em sítios bem distantes;
Pararão para pensar por uns instantes
E, pensando, vão sentir grande alegria.
Verão que a vida tem momentos fascinantes,
Que é sonho, invenção, é luz, é dia;
Epopeia, saga, canto, sinfonia,
Que fazem dos descrentes seus amantes.
Se no viver há mistérios insondáveis,
Deixemos que a razão seja vencida,
Libertemos fantasias saudáveis.
E se o nascer é o primeiro hino à vida,
Ecoaram no ar sons memoráveis
No dia em que nasceu a Margarida.
Poema da autoria de "dos olmos", colocado no Fórum Brunhoso, a 18-01-2008.
Fotografia tirada na Fraga do Poio, no dia 26 de Maio de 2007. Planta do género Dianthus da família das Caryophyllaceae.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Matança do Porco
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
dia 24, no Barreiro

No dia 24 de Dezembro, dei um passeio com o meu cunhado pelo Barreiro. Enquanto me mostrava o local onde crescia o linho e a fraga onde se protegia da chuva, a noite foi chegando. Olhando o horizonte em direcção ao poente, a vista era magnífica. Tão bela que não necessitava de cores para ser mágica!
domingo, 13 de janeiro de 2008
sábado, 12 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Fogueira de Natal
No Natal não tive oportunidade de fazer uma visita à Fogueira. Este era o aspecto que a mesma apresentava no dia 24 à noite. Dizem que houve alguma animação. No próximo Natal, vamos marcar um encontro à volta da fogueira.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Presépio junto à Casa do Povo

Não tive ainda oportunidade de mostrar a quem não pôde ir a Brunhoso na quadra natalícia, o bonito presépio que esteve no Fundo das Eiras, completamente "encaixado" na paragem. Já estamos habituados a ir a Brunhoso e ser surpreendidos, em cada ano, com um presépio diferente mas sempre muito tradicional e belo. Como diria a minha amiga Esmeralda, "que as mãos nunca vos doam" para continuares a fazer o mesmo.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
À azeitona no Cachão
Os dias de apanha de azeitona foram poucos. O tempo esteve primaveril e deu para andar pelo Cachão quase de manga curta. Tive a companhia de gente jovem, animada, que até (imagime-se) me ensinaram a limpar oliveiras. Nestes "passeios" à ladeira, fiz um bom conjunto de fotografias. Esta é uma homenagem àqueles que me acompanharam, alguns dias antes do Natal, António (Toninho) Carrasco, Luís Alberto Barranco, Luís Marcos.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Presépio na Igreja de Brunhoso
Como habitualmente nesta quadra natalícia, havia na igreja de Brunhoso um bonito presépio. Esta fotografia foi tirada no dia 24 de Dezembro, não tendo ainda o Menino Jesus colocado no lugar.
Os meus parabéns aos construtores de tão belo presépio.




